Atividades para a sala de aula

Site: EuroCivic Lab Moodle
Disciplina: O Toolkit do Estudante EuroCivic (PT)
Livro: Atividades para a sala de aula
Impresso por: Guest user
Data: sexta-feira, 23 de outubro de 2026 às 06:28

1. Atividade de Sala de Aula 1: Galeria do Lixo Pop-up

Título da atividade:
 Galeria do Lixo Pop-up

Objetivos de aprendizagem

-            Identificar como os objetos do dia a dia podem comunicar ideias (forma, textura, função, significado)

-            Conceber e montar uma pequena instalação com materiais reaproveitados que transmita uma mensagem clara sobre a escola ou a comunidade

-            Escrever uma pequena legenda de curadoria e apresentar a obra a um público ao vivo, justificando as escolhas estéticas e éticas.

Ligação aos ODS

ODS 12 - Produção e Consumo Sustentáveis (reutilização criativa)

ODS 11 - Cidades e Comunidades Sustentáveis (dar valor aos espaços comuns)

ODS 4 - Educação de Qualidade (competências culturais e cidadania)

Ligação aos valores e à identidade da UE

Dignidade - uso ético de imagens e de objetos

Solidariedade - cuidar do que é de todos

Diversidade cultural - várias formas de expressão estética

Participação democrática - exposição aberta a todos

Idade / Nível

2.º ciclo (10-12 anos) / 3.º ciclo (13-15 anos)

Conhecimentos prévios / pré-requisitos

Composição básica - equilíbrio/contraste/ritmo

Segurança e higiene - ao manusear os materiais

Duração

90’ (ou 45’+45’)

Dimensão do grupo e organização

Equipas de 4 ou 5 alunos com papéis: curador (conceito), construtor (montagem), designer (composição), documentarista (fotografia/vídeo), mediador (texto/voz).

Espaço

Preparação na sala de aula + galeria pop-up nos corredores/biblioteca/átrio...

Materiais e recursos

Físicos: objetos do dia a dia limpos (caixas, tampas, tecidos, cartão), bases leves, fita de pintor, cola quente ou em barra, abraçadeiras, tesouras de pontas redondas, luvas, etiquetas A6, marcadores.

Digitais (opcional): telemóvel/tablet para fotografias; gerador simples de códigos QR para o audioguia.

Fichas: resumo de composição; modelo de legenda de curadoria; lista de verificação de segurança.

Envolvimento da comunidade / das partes interessadas (facultativo)

Pessoal não docente da escola (logística e segurança do espaço)

Biblioteca (acolhimento)

Associação de pais (materiais e visitas)

Artistas locais (acompanhamento)

Acessibilidade e inclusão

Possibilidade de narrar em vez de escrever.

Descrição

Uma galeria pop-up feita pelos alunos com materiais do dia a dia reaproveitados. Num único sprint de 90 minutos, as equipas transformam objetos comuns em pequenas instalações que dizem alguma coisa sobre a vida na escola e sobre a comunidade. O museu aparece num espaço real (corredor ou biblioteca), recebe visitantes de verdade, recolhe comentários rápidos e depois desaparece, deixando fotografias, notas e ideias para a próxima vez. Liga a arte, a sustentabilidade e a cidadania através da cocriação, da prototipagem e do diálogo com o público.

Avaliação

Avaliação formativa

Observação do processo (planeamento, segurança, cooperação), perguntas e verificações rápidas durante a montagem e a fase-piloto.

Avaliação sumativa (se aplicável)

Conceito/mensagem; composição; ética e segurança; comunicação e cooperação.

Aluno

Autoavaliação

«O que aprendi? Consegui ligar a forma à ideia? A legenda explica bem a mensagem?»

Retorno entre colegas

Duas estrelas e um desejo

Documentação, evidências e seguimento

Evidências a recolher

Fotografias das obras e dos visitantes (com autorização), legendas de curadoria, número de visitantes e, se quiserem, áudio em código QR.

Acompanhamento do impacto

Quantidade de materiais reaproveitados; número de visitantes; comentários dos visitantes.

Divulgação

Galeria online; materiais antes e depois;

Passos seguintes

Fazer parceria com artistas locais e com empresas de recolha de resíduos

Reflexão do professor

O que correu bem e porquê?

O que mudaria da próxima vez?

Evidências de aprendizagem (os critérios de sucesso foram cumpridos?)

Inclusão e bem-estar: quem ficou (ou não) abrangido?

Parcerias e comunidade: houve mais-valia?

LEGENDA DE CURADORIA

Título da obra:

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Equipa (nomes):

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Materiais principais:

________________________________________________

Ideia/mensagem (60 a 80 palavras):

________________________________________________

Ligação à escola/comunidade:

________________________________________________

Notas de ética e de segurança:

________________________________________________

QR/áudio (link ou descrição curta):

________________________________________________

 

 

Critérios / nível

Conceito / mensagem

Composição

 

Ética / segurança

Comunicação

A colaboração

Nível 3

Ideia clara e pertinente

Composição pensada e eficaz

Obra estável; ética pensada e respeitada

Legenda clara e cativante

Cocriação madura; colegas que lideram e apoiam

Nível 2

Ideia básica; pouca ligação ao contexto

Organização simples

Riscos em parte acautelados; ética pouco trabalhada

Texto que se percebe;

Papéis atribuídos; cooperação irregular

Nível 1

Ideia pouco clara ou sem ligação à comunidade

Desorganizado; escolhas feitas sem intenção

Riscos não acautelados; uso indevido de imagens ou de dados

Texto pouco claro

Participação desigual; conflitos por resolver

 

2. Atividade de Sala de Aula 2: O Meu Raio de Ação

Título da atividade:
O meu raio de ação

Objetivos de aprendizagem

-            Reconhecer as diferentes dimensões da participação dos cidadãos;

-            Identificar desafios reais que existem na escola e na comunidade local;

-            Incentivar a expressão de opiniões informadas e o diálogo sobre temas de interesse comum;

-            Valorizar a cooperação, o respeito e o sentimento de pertença à escola e à comunidade local;

Ligação aos ODS

ODS 11 - Cidades e Comunidades Sustentáveis (dar valor aos espaços comuns)

ODS 4 - Educação de Qualidade (competências culturais e cidadania)

 

Ligação aos valores e à identidade da UE

Solidariedade – construir comunidades mais justas;

Participação democrática – agentes de mudança.

Idade / Nível

2.º ciclo (10-12 anos) / 3.º ciclo (13-15 anos)

Conhecimentos prévios / pré-requisitos

Noções de cidadania e de direitos e deveres individuais e coletivos;

Compreensão de como funcionam a escola e a comunidade local;

Capacidade de analisar problemas reais.

Duração

90 min (ou 45 + 45)

Dimensão do grupo e organização

Equipas de 4 ou 5 alunos (grupos de trabalho); o professor (mediador); um representante de uma associação local ou um morador  da comunidade (facilitador); um membro da equipa da escola (pessoal docente ou não docente).

Espaço

Preparação na sala de aula; auditório da escola.

Materiais e recursos

Físicos: cartazes ou folhas A4/A3; notas autocolantes de várias cores; canetas e marcadores;

Digitais: tablet (pesquisa); câmara (gravação)

Envolvimento da comunidade / das partes interessadas (facultativo)

Associação local (acompanhamento);

Pessoal não docente da escola (acompanhamento)

Associação de pais (na apresentação das propostas)

Acessibilidade e inclusão

 

Descrição

A atividade convida os alunos a refletir sobre o seu papel de cidadãos ativos em três dimensões: eu, a escola e a comunidade. Seguindo os valores da democracia, começa com uma assembleia, onde se apresentam desafios da escola e da comunidade local já identificados antes (através de notícias ou do que o pessoal da escola já sabe). A partir daí, formam-se as equipas de trabalho. Em mesa-redonda, com notas autocolantes, marcadores e papel, exploram os problemas, identificam as causas e propõem soluções possíveis.

O professor faz de mediador, enquanto os representantes da escola e das associações locais facilitam a ligação à comunidade.

A partir do trabalho feito, os grupos preparam uma apresentação das propostas, que podem depois ser ajustadas ou postas em prática pelas associações ou pelas autarquias.

Avaliação

Avaliação formativa

Participação ativa;

Pensamento crítico: capacidade de analisar desafios;

Criatividade e inovação: originalidade e viabilidade das propostas apresentadas; - Comentários externos (relevância e impacto na comunidade).

Avaliação sumativa (se aplicável)

Conceito/mensagem; composição; ética e segurança; comunicação e cooperação.

Aluno

Autoavaliação

O que aprendi? Propus soluções criativas e realistas para os desafios? Senti que posso fazer a diferença na minha comunidade?

Retorno entre colegas

Duas estrelas e um desejo

Documentação, evidências e seguimento

Evidências a recolher

Mapas, esquemas, notas autocolantes e desenhos que registam o raciocínio e a organização das ideias.

Registos escritos ou digitais das propostas criadas.

Acompanhamento do impacto

Número e qualidade das propostas entregues que podem ser consideradas pelas associações ou pelas autarquias.

Divulgação

Exposição de cartazes, notas autocolantes e trabalhos criativos nos corredores; envio ou entrega das propostas a associações locais, juntas de freguesia ou parceiros da comunidade; redes sociais da escola;

Passos seguintes

- Criar uma solução e apresentá-la numa reunião da câmara municipal,

Reflexão do professor

O que correu bem e porquê?

Os papéis dentro das equipas estavam claros e funcionaram bem?

Todos os alunos participaram de forma significativa?

Os alunos conseguiram refletir sobre as dimensões «eu, escola, comunidade»?

Parcerias e comunidade: houve mais-valia?

3. Atividade de Sala de Aula 3: Arquitetos Sustentáveis 2050: «A Cidade do Futuro»

Título da atividade:
A Cidade do Futuro

Objetivos de aprendizagem

-            Ganhar consciência dos princípios que estão por trás da construção de uma cidade sustentável.

-            Incentivar os alunos a cooperar e a usar o pensamento criativo e crítico ao imaginar soluções para o futuro.

Ligação aos ODS

ODS 7 – Energias Renováveis e Acessíveis

ODS 11 – Cidades e comunidades sustentáveis

ODS 13 – Ação climática

Ligação aos valores e à identidade da UE

Responsabilidade e solidariedade, valores de proteção do ambiente e de sustentabilidade, dignidade humana e cuidado com a saúde, responsabilidade cultural e social pelo bem comum, pensamento crítico e baseado em provas.

Idade / Nível

2.º e 3.º ciclos (10 a 13 anos)

Conhecimentos prévios / pré-requisitos

Os alunos têm conhecimentos básicos sobre sustentabilidade e percebem o que torna uma cidade sustentável e por que razão precisa de espaços verdes, energia limpa e soluções resistentes às alterações climáticas.

Conhecem os principais Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS 7, 11 e 13), pelo menos de forma geral: energia limpa, infraestruturas sustentáveis e ação climática.

 

Conseguem usar a plataforma Minecraft ao nível básico: deslocar-se, construir, escolher tipos de blocos e organizar objetos.

 

Conseguem trabalhar em equipa, conversando e tomando decisões em conjunto.

 

Duração

45 + 45 minutos  (Introdução – 10 min, planeamento – 20 min, construção – 45 min, apresentação e reflexão – 15 min.

Dimensão do grupo e organização

Grupos de 4 a 5 alunos

Espaço

Sala de informática

Materiais e recursos

Computadores com o Minecraft instalado.

Acesso à internet.

Cartões informativos sobre os ODS 7, 11 e 13.

Folhas de esboço para planear / lápis para os desenhos.

Envolvimento da comunidade / das partes interessadas (facultativo)

Os alunos podem fazer pequenos inquéritos na sua comunidade e incluir as ideias que recolherem na maqueta da cidade de 2050. Na fase final, os projetos são apresentados à comunidade escolar para receber comentários.

Acessibilidade e inclusão

Os grupos são formados para incentivar a cooperação entre alunos com capacidades diferentes e para garantir que todos podem participar de forma significativa. Trabalhar em grupo permite que cada aluno escolha o papel que lhe assenta melhor: quem tem as ideias, quem pesquisa, quem constrói no Minecraft, quem desenha ou quem apresenta em nome da equipa.

Descrição

Com a plataforma Minecraft, os alunos criam uma parte de uma cidade sustentável do futuro, para 2050, aplicando de forma organizada os princípios modernos da sustentabilidade. Durante a conceção, integram soluções de energia limpa a partir do sol, do vento e de recursos geotérmicos (ODS 7 – Energias Renováveis e Acessíveis) e criam infraestruturas sustentáveis, como coberturas verdes e mais ciclovias (ODS 11 – Cidades e Comunidades Sustentáveis). Ao mesmo tempo, desenham um ambiente resistente às alterações climáticas, com sistemas de recolha e reutilização da água, vários espaços verdes e outras soluções (ODS 13 – Ação Climática).

Antes de começarem a maqueta da cidade, os alunos ficam a conhecer o conceito de cidade sustentável e analisam os desafios urbanos e ambientais que lhe estão ligados (ODS 11, ODS 13). Depois, em grupo, fazem um esboço da cidade, distribuem os papéis e começam o trabalho prático no Minecraft, aplicando soluções de energia limpa e de infraestruturas resistentes ao clima (ODS 7, ODS 11, ODS 13). Na fase final, os alunos apresentam os seus projetos e explicam com clareza como as soluções que propõem ajudam a alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS 7, ODS 11, ODS 13).

Avaliação

Avaliação formativa

Observar a participação e a cooperação dos alunos.

Aplicação dos princípios da sustentabilidade: se as soluções propostas pelos alunos estão em sintonia com os ODS e com a ideia de cidade sustentável.

Avaliação sumativa (se aplicável)

Um reel sobre direitos humanos.

Aluno

Autoavaliação

Partilharia isto no meu perfil? Isto muda o ponto de vista de alguém?

Retorno entre colegas

I”-  «Eu pensava... Agora penso...» - Pensa no que aprendeste sobre o tema que temos estudado e completa as frases seguintes: Eu pensava... Agora penso...

Documentação, evidências e seguimento

Evidências a recolher

Uma pasta para guardar todos os vídeos; usar os vídeos em dias especiais (no Dia dos Direitos Humanos, por exemplo); convidar outras turmas para alargar a campanha.

Acompanhamento do impacto

Visualizações, gostos, partilhas, comentários; reflexões dos alunos; novos reels.

Divulgação

Redes sociais; assembleia de freguesia; centro Europe Direct mais próximo

Passos seguintes

Repetir a atividade com temas diferentes; ligar às artes visuais e fazer cartazes; criar uma campanha oficial da escola com #direitoshumanos

Reflexão do professor

O que correu bem e porquê?

O que mudaria da próxima vez?

Evidências de aprendizagem (os critérios de sucesso foram cumpridos?)

Inclusão e bem-estar: quem ficou (ou não) abrangido?

Parcerias e comunidade: houve mais-valia?

4. Atividade de Sala de Aula 4: «Partilhar bondade»

Título da atividade:
A Cidade do Futuro

Objetivos de aprendizagem

-            - Compreender os problemas da pobreza e da fome no mundo e na sua própria comunidade.

-            - Incentivar a empatia e o sentido de responsabilidade cívica.

-            - Desenvolver a criatividade e a comunicação ao criar uma mensagem curta para as redes sociais sobre ajudar os outros.

-            - Planear e sugerir ações práticas que possam ajudar outras pessoas.

Ligação aos ODS

SDG 1 – No Poverty

ODS 2 – Erradicar a Fome

Ligação aos valores e à identidade da UE

Solidariedade, ajuda a quem está mais frágil, responsabilidade social, cidadania.

Idade / Nível

2.º e 3.º ciclos (10 a 12 anos)

Conhecimentos prévios / pré-requisitos

Conhecimentos básicos sobre a comunidade, o desperdício alimentar e as questões sociais.

Duração

45’ + 45’ (introdução – 10’; escolha do tema e planeamento – 20’; atividades nas lojas/na escola – 35’; reflexão e comentários – 20’)

Dimensão do grupo e organização

Grupos de 3 a 4 alunos; cada grupo fica responsável por uma parte da atividade: planear, criar cartazes, produzir o vídeo ou coordenar a recolha de alimentos.

Espaço

Sala de aula / lojas / escola

Materiais e recursos

Telemóveis/tablets, CapCut/InShot, modelos de planificação, vídeos de campanhas sociais como exemplo.

Envolvimento da comunidade / das partes interessadas (facultativo)

Trabalho conjunto com bancos alimentares locais, serviços da câmara municipal ou associações da comunidade.

Os produtos recolhidos são entregues a pessoas necessitadas.

Os vídeos ou as fotografias podem ser partilhados nas redes sociais da escola.

Acessibilidade e inclusão

Papéis flexíveis: quem planeia, quem faz os cartazes, quem cria o vídeo, quem recolhe os alimentos. São dadas orientações visuais, vocabulário e alternativas de trabalho final (cartazes, colagens de fotografias, gravações áudio).

Descrição

Uma aula criativa e um projeto de comunidade em que os alunos planeiam e realizam uma campanha de recolha de alimentos para pessoas que vivem em situação de pobreza no seu país. Cada grupo cria um plano, cartazes ou um vídeo curto, coordena a recolha nas lojas ou na escola e reflete sobre o impacto do seu trabalho.

Avaliação

Avaliação formativa

Clareza da mensagem, cooperação, concretização prática, respeito por quem participa.

Avaliação sumativa (se aplicável)

Campanha de recolha de alimentos bem realizada, cartazes ou um vídeo curto.

Aluno

Autoavaliação

Contribuí de forma útil? As nossas ações ajudaram outras pessoas?

Retorno entre colegas

«Eu pensava... Agora penso...» – reflexão sobre a compreensão da pobreza, da fome e das atividades da comunidade.

Documentação, evidências e seguimento

Evidências a recolher

Planos, fotografias e vídeos de todos os grupos; podem ser usados em eventos da escola ou no Dia da Responsabilidade Social.

Acompanhamento do impacto

Quantidade de produtos recolhidos, reflexões dos alunos, comentários às fotografias e aos vídeos.

Divulgação

Redes sociais da escola; eventos da comunidade local; parceria com o Banco Alimentar.

Passos seguintes

Repetir a atividade com outros grupos; ligar às artes visuais (cartazes, colagens de fotografias); criar um projeto oficial de campanha da escola com #PartilharBondade.

Reflexão do professor

O que correu bem e porquê?

O que mudaria da próxima vez?

Alcançámos os objetivos de aprendizagem?

Inclusão e bem-estar: o que se conseguiu e o que não se conseguiu?

Trabalho com a comunidade: acrescentou valor?

5. Atividade de Sala de Aula 5: «Caçadores de ruído»

Título da atividade:
Caçadores de Ruído

Objetivos de aprendizagem

-            Sensibilizar para um ambiente escolar sustentável;

-            Incentivar a cooperação entre os alunos, o pensamento crítico e a capacidade de investigar na prática, fazendo medições e tirando conclusões

Ligação aos ODS

ODS 11 – Cidades e Comunidades Sustentáveis;

ODS 3 – Saúde de qualidade

Ligação aos valores e à identidade da UE

Responsabilidade e solidariedade, valores de proteção do ambiente e de sustentabilidade, dignidade humana e cuidado com a saúde, responsabilidade cultural e social pelo bem comum, pensamento crítico e baseado em provas.

Idade / Nível

2.º e 3.º ciclos (10 a 13 anos)

Conhecimentos prévios / pré-requisitos

Os alunos têm conhecimentos básicos sobre o som e o seu efeito na saúde, conseguem usar ferramentas digitais de medição, percebem a planta da escola, sabem recolher e comparar dados e trabalham em grupo de forma segura e responsável. Já têm uma primeira noção dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável: sabem que um ambiente mais silencioso contribui para o ODS 3 (Saúde de Qualidade e Bem-Estar) e para o ODS 11 (Comunidades Sustentáveis) e que cada membro da comunidade pode contribuir com o seu comportamento para um ambiente sustentável.

Duração

45’ (introdução – 10 min; atividade prática: medir os níveis de ruído e registar os resultados – 20 min; analisar e conversar sobre os resultados – 10 min; tirar conclusões e dar recomendações – 5 min).

Dimensão do grupo e organização

Grupos de 4 a 5 alunos.

Espaço

Espaços interiores e exteriores da escola.

Materiais e recursos

Telemóveis com aplicações de medição de decibéis (por exemplo, «Sound Meter», «Decibel X», etc.), tabelas de registo de dados, mapas da escola impressos (interior e exterior), marcadores de cor, lápis ou canetas de feltro para assinalar as zonas de ruído.

Envolvimento da comunidade / das partes interessadas (facultativo)

Os resultados da atividade podem ser partilhados nos placards da escola, no site e nas redes sociais, e apresentados em eventos da comunidade.

Acessibilidade e inclusão

Os grupos são mistos, para incentivar a cooperação entre alunos com capacidades diferentes e garantir que todos participam de forma significativa. Dentro de cada grupo, podem atribuir-se papéis claros: quem faz as medições e determina os níveis de ruído; quem regista os resultados; quem analisa os dados e identifica padrões de ruído; e quem apresenta à turma as conclusões e as recomendações do grupo.

Descrição

Os alunos medem os níveis de ruído em várias zonas interiores e exteriores da escola, com aplicações de medição de decibéis nos telemóveis. A intensidade do ruído é registada na sala de aula, nos corredores, na cantina, no recreio e na rua junto à escola, e os resultados são anotados de forma organizada em tabelas que indicam o local, a hora e o nível de ruído em decibéis. Os dados recolhidos são depois passados para o mapa da escola, com um código de cores claro para indicar os níveis de ruído (por exemplo, verde – ruído baixo, amarelo – médio, vermelho – alto).

Ao analisar os resultados, os alunos comparam os níveis de ruído das diferentes zonas, conversam sobre as causas e pensam no efeito que o ruído tem na saúde, no bem-estar e na qualidade da aprendizagem. As conversas destacam a ligação ao ODS 3 e ao ODS 11 e a importância de um ambiente escolar saudável, seguro e sustentável. A partir dos dados recolhidos e do mapa de ruído, os alunos escrevem recomendações bem fundamentadas para reduzir o ruído e melhorar o ambiente, reforçando assim o seu sentido de responsabilidade e a sua participação ativa na comunidade escolar.

Avaliação

Avaliação formativa

-            Observa-se a participação e a cooperação dos alunos.

-            Avalia-se o rigor no uso dos aparelhos de medição e no registo dos dados.

-            Durante a atividade, dão-se comentários orais.

Avaliação sumativa (se aplicável)

Avaliam-se o mapa de ruído final e o rigor dos dados.

Avaliam-se as conclusões e as recomendações escritas.

Avalia-se a capacidade de explicar o efeito do ruído na saúde e no ambiente.

Aluno

Autoavaliação

Os alunos refletem sobre o seu contributo para o trabalho de grupo.

Identificam o que aprenderam e aquilo em que se saíram melhor.

Pensam no que poderiam melhorar da próxima vez.

Retorno entre colegas

«Eu pensava..., agora percebo...»

«O que mais me surpreendeu foi..., porque...»

«Aprendi que o ruído pode...»

«Reparei que na nossa escola...»

«Da próxima vez gostava de melhorar...»

«A conclusão mais importante que tirei é...»

«Nesta atividade saí-me bem em..., porque...»

«Posso contribuir para uma escola mais silenciosa ao...»

Documentação, evidências e seguimento

Evidências a recolher

Tabelas de medição do ruído e mapa de ruído da escola.

Resumo das conclusões e das recomendações dos alunos.

Versões visuais dos mapas, adaptadas a placards ou a plataformas digitais.

Acompanhamento do impacto

-            Reflexões dos alunos sobre as mudanças nos níveis de ruído e sobre o seu próprio contributo.

-            Medições periódicas do nível de ruído nos mesmos locais e comparação dos resultados.

-            Comentários da comunidade escolar (opiniões, observações).

-            Possíveis mudanças observadas no ambiente ou no comportamento nas zonas mais ruidosas.

Divulgação

Apresentação dos resultados no placard e no site da escola.

Partilha nas redes sociais ou na plataforma virtual da escola.

Apresentação ao conselho da escola ou a representantes da autarquia (por exemplo, especialistas de saúde pública).

Passos seguintes

Repetir as medições de ruído noutra estação do ano ou noutras condições ambientais.

Alargar a atividade a outras turmas ou criar uma campanha na escola: «Uma Escola Mais Silenciosa».

Ligar a atividade às aulas de artes, criando cartazes sobre um ambiente sustentável e saudável.

Incluir outros ODS em atividades futuras (por exemplo, o ODS 12 – Consumo Responsável).

Reflexão do professor

- O que correu bem e porquê?

- O que mudaria da próxima vez?

- Provas de aprendizagem (os critérios de sucesso foram cumpridos?)

- Inclusão e bem-estar: o que se conseguiu (e o que não se conseguiu)?

- Parcerias e comunidade: que valor acrescentado se criou?

6. Atividade de Sala de Aula 6: Criar um Plano de Ação para uma Educação de Qualidade

Atividade 6 (Living Lab)
Criar um Plano de Ação para uma Educação de Qualidade

Objetivos de aprendizagem

No fim desta atividade de Living Lab, os alunos vão:

-            Compreender e descrever os princípios centrais da Educação de Qualidade (ODS 4).

-            Analisar questões de acesso, equidade, inclusão e aprendizagem ao longo da vida na sua própria comunidade.

-            Participar num diálogo democrático, num debate e na resolução de problemas em conjunto.

-            Criar soluções realistas para a escola e para a comunidade, com base nos princípios dos ODS.

-            Ligar as melhorias na educação à identidade, aos valores e aos direitos europeus.

Ligação aos ODS

Esta atividade de Living Lab está em sintonia com o ODS 4 – Educação de Qualidade e apoia também:

-            ODS 5 – Igualdade de Género

-            ODS 10 – Reduzir as desigualdades

-            ODS 16 – Paz, justiça e instituições eficazes

-            ODS 17 – Parcerias para a Implementação dos Objetivos (através do envolvimento da comunidade)

Ligação aos valores e à identidade da UE

A atividade reforça valores importantes da UE, como:

-            Equidade e inclusão

-            Dignidade humana e direitos humanos

-            Participação democrática e diálogo

-            Respeito pela diversidade

-            Cidadania europeia ativa

Os alunos exploram como a educação é um valor partilhado na Europa e como melhorar os ambientes de aprendizagem contribui para o Espaço Europeu da Educação e para os objetivos da aprendizagem ao longo da vida.

Idade / Nível

3.º ciclo (13-15)

Conhecimentos prévios / pré-requisitos

Compreensão básica da União Europeia e dos seus países membros.

Duração

-            90 min (ou 45 + 45)

-            Introdução e segurança (10 min)

-            Realização das medições (30 min)

-            Registo e análise dos resultados (30 min)

-            Conversa e recomendações (20 min)

Dimensão do grupo e organização

-            Conversa com a turma toda

-            Grupos pequenos (4 a 5 alunos)

-            Equipas de debate (a favor / contra)

Espaço

 

 

Sala de aula

Materiais e recursos

-            Cartolinas, marcadores

-            Portáteis/tablets

-            Vídeos e infografias sobre o ODS 4

-            Sites e portais educativos da UE

-            Programa de apresentações

Envolvimento da comunidade / das partes interessadas (facultativo)

-            Convidar um representante de um centro local de informação da UE ou um especialista do Erasmus+

-            Partilhar os resultados numa exposição na escola, num placard da comunidade ou numa plataforma online

-            Envolver os pais ou ONG locais para comentarem as soluções propostas

Acessibilidade e inclusão

-            Representação: vídeos, imagens, textos simples, recursos em várias línguas

-            Ação/expressão: cartazes, diapositivos, desenhos, possibilidade de apresentação oral

-            Participação: escolha de papéis, de temas e de formatos criativos

Descrição

1. Introdução (10 min)

O professor apresenta o objetivo do Living Lab:

«Juntos, vamos investigar o que significa educação de qualidade na nossa escola e criar melhorias em conjunto.»

Conversa de aquecimento:

-            O que significa para ti uma educação de qualidade?

-            Por que razão a educação é um direito humano?

-            O que diz a UE sobre educação e igualdade?

Apresentar o ODS 4 – Educação de Qualidade.

 

2. Apresentação / investigação (20 min)

O professor apresenta os quatro pilares de uma educação de qualidade:

1.     Acesso

2.     Qualidade

3.     Equidade

4.     Aprendizagem ao longo da vida

Os alunos veem um vídeo curto sobre o ODS.

Perguntas de investigação:

-            Quem é que pode ter dificuldade em aceder à educação, na nossa zona ou no mundo?

-            A nossa escola oferece oportunidades de aprendizagem justas e inclusivas?

Os alunos refletem sobre o ambiente de aprendizagem que têm à sua volta, dando início à fase de observação do Living Lab.

 

3. Trabalho de grupo no Living Lab – identificar o problema e criar em conjunto (30 min)

Os alunos formam grupos de 4 a 5 e criam um cartaz ou trabalho visual com o título:

«O que faz uma educação de qualidade?»

Incluem:

-            Elementos importantes do ODS 4

-            Problemas reais da sua escola ou comunidade

-            2 a 3 soluções (ações que possam experimentar ou propor no seu Living Lab)

-            Slogans e imagens

Dar destaque a melhorias realistas e lideradas pelos alunos, por exemplo:

-            Sistema de apoio entre colegas

-            Campanha contra a discriminação

-            Materiais de sala de aula mais inclusivos

-            Espaços de aprendizagem mais verdes e mais seguros (ligação a outros ODS)

 

4. Trabalho individual e integração – debate sobre os ODS (25 min)

Tema do debate:

«Para alcançar uma Educação de Qualidade, o que conta mais: o acesso ou a qualidade?»

-            Equipa A – primeiro o acesso

-            Equipa B – primeiro a qualidade

Como decorre o debate:

-            5 minutos de preparação

-            3 minutos de declaração inicial (por equipa)

-            Respostas e conversa aberta (6 a 8 min)

-            1 minuto de declaração final

O debate é um exemplo do diálogo democrático da UE e respeita os pontos de vista diferentes.

O professor incentiva:

-            Respeito

-            Provas

-            Estrutura clara

-            Papéis iguais para todos

 

5. Apresentações e integração (15 min)

Os grupos apresentam os seus cartazes (2 a 3 minutos).

Os alunos ligam as ideias do seu projeto ao que descobriram no debate:

-            A tua opinião mudou?

-            Que argumento defendeu melhor o ODS 4?

Os alunos criam agora uma visão partilhada dos próximos passos do Living Lab.

 

6. Revisão e reflexão (5 min)

Pergunta orientadora:

«Porque é que garantir uma educação de qualidade para todos é essencial para um futuro sustentável?»

Os alunos escrevem uma reflexão curta ou um bilhete de saída.

 

Avaliação

Avaliação formativa

-            Observação da cooperação pelo professor

-             Qualidade da investigação

-            Participação no debate

-            Diálogo respeitoso

 

Avaliação sumativa (se aplicável)

Grelha de avaliação que analisa:

-            Rigor dos conteúdos sobre os ODS

-            Pertinência dos problemas identificados

-            Viabilidade das soluções propostas para o Living Lab

-            Qualidade e clareza da argumentação

Aluno

Autoavaliação

Reflexão curta sobre:

-            Contributo para o grupo

-            Desempenho no debate

-            Compreensão dos ODS

Retorno entre colegas

Modelo:

-            «Antes, eu pensava... mas agora penso...»

-            Os alunos dizem como mudou a sua forma de ver a qualidade da água ou o processo de investigação.

Documentação, evidências e seguimento

Evidências a recolher

 

-            Fotografias dos cartazes

-            Gravações do debate

-            Reflexões dos alunos

-            Protótipos visuais

Acompanhamento do impacto

-            Reflexões antes e depois

-            Mudança de atitude dos alunos em relação ao ODS 4

-            Maior consciência dos valores da UE

Divulgação

-            Site da escola

-            Eventos ligados à UE (Europe Direct, Dia do Erasmus+)

-            Placard do Living Lab

Passos seguintes

-            Experimentar as soluções dos alunos (atividade-piloto)

-            Trabalhar com ONG ou grupos da comunidade

-            Apresentar as conclusões à direção da escola

Reflexão do professor

-            Que atividades despertaram maior participação?

-            Até que ponto o debate apoiou a participação democrática?

-            Os alunos ligaram o ODS 4 à identidade e aos valores europeus?

-            Que melhorias se devem fazer no próximo ciclo do Living Lab?

7. Atividade de Sala de Aula 7: Melhorar o Bem-Estar Digital com Soluções Criadas pelos Alunos

Atividade 7 (Living Lab):
Melhorar o Bem-Estar Digital com Soluções Criadas pelos Alunos

Objetivos de aprendizagem

No fim desta atividade de Living Lab, os alunos vão:

-            Compreender e descrever os princípios centrais do bem-estar digital.

-            Analisar os hábitos digitais e identificar riscos como o uso excessivo, a distração, o ciberbullying e as questões de privacidade.

-            Participar num diálogo democrático, num debate e na resolução de problemas em conjunto.

-            Criar soluções realistas de Living Lab, ligadas à escola, para melhorar o bem-estar digital.

-            Ligar a cidadania digital aos valores e aos direitos da UE e a uma participação online responsável.

-            Ligar as melhorias na educação à identidade, aos valores e aos direitos europeus.

Ligação aos ODS

Esta atividade de Living Lab está em sintonia com os seguintes Objetivos de Desenvolvimento Sustentável:

-            ODS 3 – Saúde de Qualidade e Bem-Estar (saúde mental, hábitos digitais seguros)

-            ODS 4 – Educação de Qualidade (literacia digital, uso responsável da tecnologia)

-            ODS 9 – Indústria, Inovação e Infraestruturas (tecnologia e acesso digital)

-            ODS 11 – Comunidades Sustentáveis (melhorias no bairro, se quiserem)

-            ODS 12 – Produção e Consumo Sustentáveis (redução do desperdício na cantina, se quiserem)

-            ODS 16 – Paz, Justiça e Instituições Eficazes (segurança online, privacidade, ética)

Ligação aos valores e à identidade da UE

A atividade reforça valores fundamentais da UE, como:

-            Dignidade humana e segurança (proteção e bem-estar online)

-            Equidade e inclusão (reduzir as desigualdades digitais)

-            Respeito pela diversidade (comunicação online segura)

-            Participação democrática e diálogo (cidadania digital responsável)

-            Cidadania europeia ativa (direitos e deveres nos espaços digitais)

Os alunos exploram como o bem-estar digital se liga aos direitos digitais da UE e ao Plano de Ação para a Educação Digital na Europa.

Idade / Nível

3.º ciclo (13-15)

Conhecimentos prévios / pré-requisitos

Compreensão básica dos aparelhos digitais, do uso da internet e da comunicação online.

Duração

100 minutos

Dimensão do grupo e organização

-            Conversa com a turma toda

-            Grupos pequenos (4 a 5 alunos)

-            Equipas de debate (a favor / contra)

Espaço

Sala de aula

Materiais e recursos

-            Cartolinas, marcadores

-            Portáteis/tablets

-            Infografias sobre bem-estar digital

-            Recursos da UE sobre segurança digital (Better Internet for Kids, Estratégia Digital da UE)

-            Inquéritos na escola ou dados sobre tempo de ecrã (opcional)

Envolvimento da comunidade / das partes interessadas (facultativo)

-            Convidar um especialista em segurança digital ou um representante de um centro local de informação da UE

-            Partilhar os protótipos do Living Lab no site da escola ou num placard da comunidade

-            Envolver os pais ou os professores de TIC para darem a sua opinião

 

Acessibilidade e inclusão

-            Representação: vídeos, imagens, textos simplificados, materiais em várias línguas

-            Ação/expressão: cartazes, infografias, diapositivos digitais, apresentações orais

-            Participação: escolha de papéis e de tipos de problema (tempo de ecrã, privacidade, bullying, etc.)

Descrição

1.     Introdução (10 min)

O professor apresenta o objetivo do Living Lab:

«Hoje vamos explorar como são uns hábitos digitais saudáveis e criar em conjunto soluções para melhorar o bem-estar digital na nossa escola.»

Perguntas de aquecimento:

-            O que significa para ti «bem-estar digital»?

-            Como é que a tecnologia te ajuda a aprender?

-            Quando é que o uso do digital deixa de ser saudável?

-            O que dizem as políticas da UE sobre segurança digital e direitos na internet?

Apresentar os ODS ligados ao bem-estar digital (3, 4, 9, 16).

 

2.     Apresentação / investigação (20 min)

O professor explica os pilares principais do bem-estar digital:

-            Uso saudável (equilíbrio do tempo de ecrã, pausas, sono)

-            Segurança (privacidade, ciberbullying, comunicação segura)

-            Literacia digital (avaliar as fontes, evitar a desinformação)

-            Inclusão (acesso igual à tecnologia)

Os alunos veem um vídeo curto sobre bem-estar digital.

Perguntas para investigar:

-            Quem é que pode ter dificuldade em fazer um uso saudável do digital?

-            Que desafios digitais existem na nossa escola (por exemplo, distração, ciberbullying)?

-            Como é que a tecnologia pode ser usada de forma mais segura e mais útil?

Os alunos começam as observações do Living Lab.

 

3.     Trabalho de grupo no Living Lab – identificar o problema e criar em conjunto (30 min)

Os grupos criam um cartaz ou trabalho visual com o título:

«Como podemos melhorar o bem-estar digital na nossa escola?»

Inclui:

-            Princípios importantes do bem-estar digital

-            Problemas reais (por exemplo, uso excessivo do telemóvel, perda de sono, desinformação)

-            2 a 3 soluções práticas de Living Lab, por exemplo:

o   Zonas sem telemóvel

o   Programa «Colega de Equilíbrio Digital»

o   Campanhas de sensibilização

o   Oficinas de navegação segura

o   Desafios de pausa digital

o   Tema adicional, se quiserem: reduzir o desperdício na cantina ou melhorar o bairro

Os grupos acrescentam imagens, slogans e ícones.

 

4.     Trabalho individual e integração – debate sobre os ODS (25 min)

Tema do debate:

«A tecnologia está a melhorar ou a prejudicar o bem-estar dos alunos?»

Equipa A – a tecnologia melhora o bem-estar

Equipa B – a tecnologia prejudica o bem-estar

Estrutura do debate:

-            5 minutos: preparação

-            3 minutos por equipa: declarações iniciais

-            Respostas + conversa aberta (6 a 8 minutos)

-            Declarações finais

O professor dá destaque a:

-            comunicação respeitosa

-            raciocínio baseado em provas

-            diálogo democrático

-            participação igual para todos

 

5.     Apresentações e integração (15 min)

Os grupos apresentam os seus cartazes (2 a 3 minutos cada).

Perguntas de reflexão:

-            O debate mudou a tua opinião?

-            Que soluções refletem melhor os ODS e os valores da UE?

-            Que ideia é a mais realista para se tornar um protótipo de Living Lab?

 

6.     Revisão e reflexão (5 min)

Pergunta do bilhete de saída:

«Porque é que o bem-estar digital é importante para um futuro sustentável e saudável?»

Avaliação

Avaliação formativa

-            Observação da cooperação pelo professor

-            Qualidade das respostas de investigação

-            Participação no debate

-            Comunicação respeitosa e segura

Avaliação sumativa (se aplicável)

Grelha de avaliação que analisa:

-            Rigor dos conceitos de bem-estar digital

-            Pertinência dos problemas identificados

-            Viabilidade das soluções propostas para o Living Lab

-            Qualidade dos argumentos do debate

Aluno

Autoavaliação

Reflexão curta sobre:

-            Contributo pessoal

-            Desempenho no debate

-            Compreensão do bem-estar digital e dos ODS

Retorno entre colegas

-            Até que ponto trabalhámos bem em conjunto?

-            O que aprendi com o meu grupo?

-            Como podemos melhorar a nossa solução de Living Lab?

Documentação, evidências e seguimento

Evidências a recolher

-            Cartazes e esboços do protótipo

-            Gravações do debate

-            Reflexões dos alunos

-            Fotografias (com autorização)

Acompanhamento do impacto

-            Inquérito antes e depois sobre hábitos digitais

-            Mudança de atitude dos alunos em relação ao uso responsável da tecnologia

-            Maior consciência dos valores digitais da UE

Divulgação

-            Site da escola

-            Eventos do Europe Direct ou do Dia da Internet Mais Segura

-            Cantinho ou placard do Living Lab

Passos seguintes

-            Experimentar uma das soluções (semana-piloto)

-            Trabalhar com os professores de TIC, com ONG ou com os pais

-            Apresentar os resultados à direção da escola

Reflexão do professor

-            Que atividades despertaram maior participação?

-            Os alunos mostraram uma melhor compreensão do bem-estar digital?

-            Até que ponto o debate apoiou a participação democrática?

-            Que melhorias se podem fazer no próximo ciclo do Living Lab?

8. Atividade de Sala de Aula 8: Escolas Mais Verdes com a Inovação dos Alunos: Reduzir o Desperdício Alimentar e Promover Hábitos Sustentáveis

Atividade 8 (Living Lab):
Escolas Mais Verdes com a Inovação dos Alunos:
Reduzir o Desperdício Alimentar e Promover Hábitos Sustentáveis

Objetivos de aprendizagem

No fim desta atividade de Living Lab, os alunos vão:

-            Compreender o que é o desperdício alimentar e o seu efeito nas alterações climáticas.

-            Analisar os hábitos alimentares da escola (cantina, lanches, lancheiras) para identificar riscos e oportunidades.

-            Participar num diálogo democrático, num debate e na resolução de problemas em conjunto.

-            Criar protótipos realistas de Living Lab para reduzir o desperdício alimentar e promover um consumo sustentável.

-            Ligar a responsabilidade ambiental a valores da UE como a sustentabilidade, a solidariedade e a cidadania ativa.

Ligação aos ODS

Esta atividade de Living Lab está em sintonia com:

-            ODS 2 – Erradicar a Fome (reduzir o desperdício, sensibilizar para a redistribuição de alimentos)

-            ODS 12 – Produção e Consumo Sustentáveis (combater o desperdício alimentar)

-            ODS 13 – Ação Climática (reduzir o impacto ambiental)

-            ODS 11 – Comunidades Sustentáveis (a escola como ambiente sustentável)

Ligação aos valores e à identidade da UE

A atividade reforça valores fundamentais da UE:

-            Dignidade humana (acesso justo aos alimentos, menos desperdício)

-            Solidariedade e responsabilidade (responsabilidade partilhada pelo planeta)

-            Participação e democracia (soluções criadas pelos alunos)

-            Respeito pelos recursos (uso sustentável dos materiais e dos alimentos)

Os alunos exploram como a sustentabilidade alimentar se liga ao Pacto Ecológico Europeu e à Estratégia do Prado ao Prato da UE.

Idade / Nível

3.º ciclo (13-15)

Conhecimentos prévios / pré-requisitos

Compreensão básica dos aparelhos digitais, do uso da internet e da comunicação online.

Duração

100 minutos

Dimensão do grupo e organização

-            Conversa com a turma toda

-            Grupos pequenos (4 a 5 alunos)

-            Equipas de debate (a favor / contra)

Espaço

Observações na sala de aula e na cantina da escola

(pequeno percurso de Living Lab)

Materiais e recursos

-            Cartolinas, marcadores

-            Fotografias ou dados de exemplo sobre o desperdício alimentar na escola (reais ou simulados)

-            Vídeos sobre sustentabilidade

-            Recursos da UE sobre desperdício alimentar e ação climática

-            Portáteis/tablets

Envolvimento da comunidade / das partes interessadas (facultativo)

-            Convidar um representante de uma ONG ambiental local

-            Partilhar os trabalhos do projeto com o pessoal da cantina ou com os pais

-            Envolver a associação de estudantes na concretização dos protótipos

Acessibilidade e inclusão

-            Imagens, gráficos, palavras-chave em várias línguas

-            Escolha de tarefas (desenhar, apresentar, criar em formato digital)

-            Inícios de frase claros para argumentar

-            Papéis de grupo para alunos de níveis diferentes

Descrição

1.     Introdução (10 min)

O professor apresenta a pergunta que orienta o Living Lab:

«Como podemos reduzir o desperdício alimentar e tornar a nossa escola mais sustentável?»

Perguntas de aquecimento:

-            O que é o desperdício alimentar e por que razão é importante?

-            Onde é que vês desperdício alimentar na nossa escola?

-            Que ligação tem o desperdício alimentar às alterações climáticas?

-            O que dizem as políticas da UE sobre o uso sustentável dos alimentos?

Ligar aos ODS 2, 12 e 13.

 

2.     Apresentação / investigação (20 min)

O professor apresenta os pilares principais dos hábitos alimentares sustentáveis:

-            Evitar o desperdício que se pode evitar

-            Doses bem pensadas e consumo responsável

-            Reutilizar e reciclar os restos de comida

-            Produção e cadeias de abastecimento sustentáveis

 

Os alunos veem um vídeo curto sobre o desperdício alimentar na Europa.

Perguntas de investigação, a pares:

-            Quem é que desperdiça comida com mais frequência e porquê?

-            Quais são as causas do desperdício na nossa escola?

-            Como é que pequenas mudanças de comportamento podem reduzir o desperdício?

Os alunos começam a observação do Living Lab (fotografias, notas, percurso pela cantina).

 

3.     Trabalho de grupo no Living Lab – identificar o problema e criar em conjunto (30 min)

Os grupos criam um cartaz com o título:

«Como podemos reduzir o desperdício alimentar na nossa escola?»

Inclui:

-            Princípios importantes da sustentabilidade

-            Problemas reais identificados na escola

-            2 a 3 soluções de Living Lab, como:

o   Campanha «Leva só o que comes»

o   Tabuleiros mais pequenos / doses à escolha

o   Mesa de partilha de alimentos

o   Compostor para os restos orgânicos

o   Cartazes ou vídeos que incentivem a comer com atenção

o   Trabalho conjunto com o pessoal da cantina

o   Aplicações para acompanhar o desperdício

Os grupos acrescentam desenhos, ícones e passos de ação bem claros.

 

4.     Trabalho individual e integração – debate sobre os ODS (25 min)

Tema do debate:

«O desperdício alimentar é causado sobretudo pelas pessoas ou pelos sistemas (escolas, supermercados, empresas)?»

Equipa A — as escolhas individuais causam mais desperdício

Equipa B — os sistemas e as instituições causam mais desperdício

Estrutura:

-            Preparação (5 min)

-            Declarações iniciais (3 min cada)

-            Respostas e conversa aberta (6 a 8 min)

-            Declarações finais

O professor dá destaque ao respeito, à participação igual para todos, às ideias baseadas em provas e ao diálogo democrático.

 

5.     Apresentações e integração (15 min)

Cada grupo apresenta os seus cartazes (2 a 3 minutos cada).

Perguntas de reflexão:

-            O debate mudou a tua forma de pensar?

-            Que solução é a mais realista para a nossa escola?

-            Que ligação têm estas ideias aos ODS e aos valores da UE?

 

6.     Revisão e reflexão (5 min)

Bilhete de saída:

«Porque é que reduzir o desperdício alimentar é importante para um futuro sustentável?»

Avaliação

Avaliação formativa

-            Observação do trabalho de equipa pelo professor

-            Qualidade da análise feita na investigação

-            Participação no debate

-            Comunicação respeitosa e inclusiva

Avaliação sumativa (se aplicável)

Grelha de avaliação que analisa:

-            Compreensão dos conceitos ligados ao desperdício alimentar

-            Sentido realista e criatividade das soluções

-            Qualidade da argumentação

Aluno

Autoavaliação

Reflexão sobre:

-            Contributos

-            Desempenho no debate

-            Compreensão dos ODS 2, 12 e 13

Retorno entre colegas

Comentários sobre:

-            Qualidade da cooperação

-            Clareza da comunicação

-            Sugestões de melhoria

Documentação, evidências e seguimento

Evidências a recolher

-            Cartazes, esboços de protótipos

-            Fotografias (com autorização)

-            Reflexões dos alunos

-            Gravações do debate

Acompanhamento do impacto

-            Inquérito antes e depois sobre hábitos alimentares

-            Redução do desperdício na cantina

-            Maior consciência da sustentabilidade

Divulgação

-            Site da escola

-            Semana Verde / Dia da Terra

-            Cantinho da sustentabilidade do Living Lab

Passos seguintes

-            Experimentar uma das soluções durante uma semana

-            Trabalhar com o pessoal da cantina ou com o clube do ambiente

-            Apresentar as conclusões à direção da escola

Reflexão do professor

-            Que atividades despertaram maior participação?

-            Os alunos mostraram uma melhor compreensão da sustentabilidade?

-            Como é que o debate reforçou a participação democrática?

-            O que se deve melhorar no próximo ciclo?