Recursos
| Site: | EuroCivic Lab Moodle |
| Disciplina: | O Toolkit do Estudante EuroCivic (PT) |
| Livro: | Recursos |
| Impresso por: | Guest user |
| Data: | sexta-feira, 23 de outubro de 2026 às 05:38 |
Índice
- 1. Estudo de caso 1: Segurança ou acolhimento?
- 2. Estudo de caso 2: Acesso, competências e justiça
- 3. Estudo de caso 3: Boatos, medo e factos
- 4. Estudo de caso 4: Os cidadãos da União Europeia em perspetiva: «Dollar Street»
- 5. Projeto colaborativo 1: Últimas notícias!
- 6. Projeto colaborativo 2: O fosso digital e tecnológico
- 7. Projeto colaborativo 3: Orçamento participativo (processo democrático na escola)
- 8. Projeto colaborativo 4: MyPolis – participação local
- 9. Multimédia 1: Alterações climáticas: os jovens à frente — agir agora!
- 10. Multimédia 2: Pensamentos sobre a paz
- 11. Multimédia 3: Mensagem da Ella: sem consentimento
- 12. Multimédia 4: Migrants
- 13. Multimédia 5: Learning Corner – jogo de simulação do Parlamento Europeu
- 14. Multimédia 6: Bad News – jogo online
1. Estudo de caso 1: Segurança ou acolhimento?
Quando o Amir chega à turma a meio do ano letivo, a maioria dos alunos só sabe duas coisas sobre ele: veio de outro país e ainda não fala muito.
Alguns professores explicam que a família dele fugiu de uma guerra e pediu asilo. Alguns alunos ajudam-no a encontrar as salas e traduzem quando conseguem. Outros mantêm-se à distância, não por maldade, mas por incerteza.
Depois aparece uma publicação num grupo de pais nas redes sociais, que chega rapidamente aos telemóveis dos alunos:
«As escolas já estão cheias. Porque é que os nossos filhos hão de perder recursos por causa de quem chega agora?»
Circulam capturas de ecrã. Alguns comentários são agressivos. Outros são educados, mas firmes. Alguns alunos reencaminham-nos sem acrescentar nada. Outros sentem-se desconfortáveis, mas não sabem como responder.
Na aula, o tema surge durante uma lição sobre cidadania europeia e migração.
O professor não pergunta: «Quem tem razão?»
Em vez disso, pergunta: «Que perguntas verdadeiras estão por trás desta situação?»
A turma faz a lista:
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Quem é responsável por acolher os refugiados: as escolas, os países ou a UE?
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A segurança é mais importante do que a solidariedade?
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Uma coisa pode parecer injusta e, ainda assim, ser correta?
Em vez de falar sobre o Amir, a turma decide falar com ele, com cuidado e respeito.
Ele conta que a sua maior preocupação não são os trabalhos da escola, mas sentir-se invisível.
«Não quero tratamento especial», diz ele. «Só não quero ser um problema.»
Os alunos veem o que é mesmo possível fazer dentro da escola:
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criar um sistema de colegas-guia para os alunos novos que ainda não falam a língua,
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preparar pequenos guias em várias línguas sobre as rotinas da escola,
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organizar uma sessão informativa em que os factos sobre a migração substituem os boatos.
Também falam sobre aquilo que a escola não pode decidir sozinha, como as leis de asilo ou as fronteiras, e sobre como essas responsabilidades são partilhadas a nível nacional e europeu.
Nada fica «resolvido» de um dia para o outro. Alguns pais continuam desconfiados. Alguns alunos continuam na dúvida. Mas alguma coisa muda: o Amir deixa de ser um assunto. Passa a ser um colega.
E a turma percebe que os valores europeus não são postos à prova só nas fronteiras, mas também nas salas de aula.
Perguntas para refletir
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Que medos ou preocupações aparecem neste caso? Quais deles se baseiam em factos, quais em opiniões e quais em informação falsa?
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É possível apoiar os refugiados e, ao mesmo tempo, responder às preocupações sobre a falta de recursos? Como?
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Quem é responsável pelas decisões sobre migração em cada nível (escola, comunidade local, governo nacional, UE)?
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O que significa «pertencer» na prática, e não apenas na teoria?
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Quando as pessoas se sentem desconfortáveis para falar, o que ajuda a criar um diálogo respeitoso em vez de conflito?
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Objetivos de aprendizagem |
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Sugestão de utilização |
Funciona bem como debate com toda a turma, em que os alunos falam primeiro em pequenos grupos e depois partilham com todos. As perguntas para refletir são um ponto de partida. Os professores também podem pedir que leiam a história em casa e cheguem à aula com uma coisa com que concordaram, uma coisa que questionaram e uma ação que sugeririam. |
2. Estudo de caso 2: Acesso, competências e justiça
Quando a escola anuncia uma nova plataforma de aprendizagem com inteligência artificial, as reações são variadas.
Alguns alunos ficam entusiasmados. O sistema ajuda a organizar os apontamentos, sugere planos de revisão e até explica temas difíceis em palavras mais simples. Para eles, os trabalhos de casa passam a parecer mais fáceis de gerir.
Para outros, é motivo de stress.
A Lina partilha um computador portátil com dois irmãos.
O Mark tem telemóvel, mas não tem internet estável em casa.
A Eva tem acesso a todas as ferramentas, mas sente-se sobrecarregada e evita usá-las porque tem medo de «fazer mal».
Nas primeiras semanas, os professores notam um padrão: os alunos que já tinham bom acesso e confiança avançam mais depressa, enquanto os outros ficam para trás em silêncio.
Ninguém é excluído de propósito. Nenhuma regra diz «tu não pertences aqui». Mas o sistema parece recompensar quem já está à frente.
Numa aula de cidadania digital, a turma fala sobre o que significa mesmo «acesso digital».
Não são só os aparelhos: são também as competências, a confiança e o apoio.
Os alunos fazem a lista das diferenças que veem:
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quem tem internet fiável e quem não tem,
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quem sabe usar as ferramentas de inteligência artificial e quem anda a adivinhar,
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quem ganha com a digitalização e quem se sente perdido.
Em vez de culpar a tecnologia ou os professores, concentram-se em soluções realistas para a escola deles:
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horas de utilização de equipamentos partilhados na biblioteca depois das aulas,
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grupos de entreajuda em que os alunos explicam as ferramentas uns aos outros,
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regras claras sobre quando a inteligência artificial pode ser usada e quando não deve.
Também discutem perguntas maiores:
Porque é que a UE investe na transformação digital?
E o que acontece se a inovação andar mais depressa do que a justiça?
Nada muda de imediato. A plataforma fica. A inteligência artificial não desaparece. Mas a turma aprende que o progresso digital sem inclusão pode aumentar a desigualdade, e que ser justo é mais do que «todos terem o mesmo login».
Os valores europeus, percebem eles, têm de existir não só na internet, mas para todos os que tentam lá chegar.
Perguntas para refletir
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Que tipos de «acesso digital» aparecem neste caso (equipamentos, competências, confiança, apoio)?
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É justo introduzir ferramentas digitais avançadas se nem todos podem beneficiar delas da mesma forma? Porquê?
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Quem deve ser responsável por reduzir a desigualdade digital: as escolas, os governos, a UE ou todos?
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Como podem os alunos ajudar-se uns aos outros sem criar estigma nem pressão?
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Como é um futuro digital justo, visto pelos olhos de uma pessoa jovem?
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Objetivos de aprendizagem |
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Sugestão de utilização |
Ótimo para um trabalho de grupo em que os alunos identificam primeiro os diferentes tipos de desvantagem na história e depois organizam em conjunto as soluções possíveis por ordem de importância. Também pode servir como reflexão em casa antes de um debate na turma sobre se é justo introduzir tecnologia nova quando nem todos a podem usar da mesma maneira. Os professores podem juntar-lhe uma consulta rápida ao Plano de Ação para a Educação Digital da UE, para dar contexto real. |
3. Estudo de caso 3: Boatos, medo e factos
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Breve descrição |
Circula nos grupos dos alunos uma publicação que diz que as crianças imigrantes têm prioridade sobre as crianças portuguesas nas matrículas escolares. Junto vai uma captura de ecrã de um noticiário de televisão. Algumas famílias ficam zangadas, alguns colegas repetem a afirmação, e dois alunos recém-chegados começam a sentir-se inseguros e desconfortáveis. |
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Objetivos de aprendizagem |
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Formato / ligação à fonte |
Má informação, desinformação e propaganda: infografia sobre notícias falsas |
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Sugestão de utilização |
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4. Estudo de caso 4: Os cidadãos da União Europeia em perspetiva: «Dollar Street»
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Breve descrição |
Esta atividade convida os alunos a descobrir a diversidade de modos de vida no mundo e dentro da União Europeia, através da plataforma «Dollar Street». A ferramenta mostra fotografias e vídeos de famílias reais, organizados por rendimento, e permite analisar a habitação, a alimentação, os transportes, a educação e outros aspetos do seu dia a dia. A proposta convida a refletir sobre preconceitos, estereótipos e sobre como é complexo definir o que significa ser cidadão europeu, mostrando a variedade de experiências de vida que coexistem no bloco. Ao juntar informação visual com dados, os alunos percebem como as ferramentas criativas podem revelar histórias com significado, desenvolvendo o pensamento crítico sobre a forma como a informação é construída e interpretada. |
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Objetivos de aprendizagem |
- Ganhar consciência da diversidade socioeconómica e cultural dentro da União Europeia; - Analisar e comparar contextos de vida reais a partir de dados visuais qualitativos; - Refletir sobre estereótipos e sobre as ideias que se fazem dos cidadãos europeus; |
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Formato / ligação à fonte |
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Sugestão de utilização |
- Explorar a galeria na plataforma Dollar Street; - Promover o debate sobre as diferentes condições socioeconómicas na Europa; - Explorar duas perguntas em trabalho de grupo: a) Se a realidade dos cidadãos da União Europeia é tão diversa, até que ponto é possível construir uma ideia de valores comuns, e quem decide como esses valores são representados?; b) Como podem os projetos que juntam dados a narrativas visuais transformar a informação em ferramentas para imaginar, questionar e reinterpretar o mundo à nossa volta? |
5. Projeto colaborativo 1: Últimas notícias!
Os alunos vão trabalhar como jornalistas e criar um artigo de jornal ou um vídeo para um jornal local.
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O professor atribui aos alunos um tema ligado a um desafio da UE, por exemplo as alterações climáticas e a transição verde.
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Em grupos de oito pessoas, cada equipa pesquisa um tema ligado às alterações climáticas na sua comunidade local (por exemplo, reciclagem, pilhas no lixo, cheias, consumo elevado de energia).
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Os alunos recolhem informação e dados estatísticos de relatórios e fazem entrevistas a pessoas do bairro que estão ligadas ao tema que investigam.
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Os alunos têm duas formas de apresentar os resultados: podem escrever um artigo e enviá-lo a um jornal local, ou fazer um vídeo sobre a investigação e os resultados para as redes sociais do jornal.
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Depois, os alunos votam no melhor trabalho final para ser publicado pelo jornal.
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Objetivos de aprendizagem |
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Sugestão de utilização |
Funciona melhor como projeto longo, repartido por várias aulas: uma para planear, uma ou duas para a pesquisa e as entrevistas, e uma para produzir e apresentar o trabalho final. Os professores podem definir o tema do desafio europeu com antecedência e deixar cada grupo escolher o seu ângulo local. Enviar o trabalho a um jornal local de verdade ou publicar o vídeo dá um sentido motivador ao projeto. Uma votação da turma no melhor trabalho funciona bem como atividade de encerramento. |
6. Projeto colaborativo 2: O fosso digital e tecnológico
Os alunos podem dar um curso de iniciação a pessoas idosas que queiram aprender a usar as redes sociais.
O professor atribui aos alunos um tema ligado ao desafio europeu do fosso digital e tecnológico. Para isso, a turma organiza um seminário na escola para pessoas idosas. O professor pede aos alunos que preparem uma apresentação sobre como usar as redes sociais.
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Os alunos trabalham em equipas de 5 pessoas.
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Cada equipa fica responsável por apresentar uma rede social.
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Cada equipa reúne informação sobre:
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como criar uma conta
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como partilhar conteúdos
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como fazer stories
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como estabelecer ligação com outras pessoas
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como conversar por mensagem
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A turma organiza na escola um seminário para pessoas com mais de 65 anos. Cada equipa apresenta a sua rede social e ajuda as pessoas mais velhas a melhorar as suas competências digitais.
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Objetivos de aprendizagem |
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Sugestão de utilização |
Funciona melhor como projeto completo, com um acontecimento real no fim: o próprio seminário é o acontecimento final. Os professores devem contactar cedo um centro de dia ou uma associação local, para garantir que há participantes. As sessões de preparação funcionam bem como trabalho de grupo na aula, com os alunos a testarem as apresentações uns nos outros. Uma breve conversa no fim — perguntar aos alunos o que os surpreendeu e o que aprenderam com as pessoas mais velhas — pode ser uma atividade de reflexão muito rica. |
7. Projeto colaborativo 3: Orçamento participativo (processo democrático na escola)
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Breve descrição |
O OPEscolas é uma iniciativa portuguesa de orçamento participativo que dá aos alunos um processo democrático real para melhorarem a sua escola. Os alunos podem identificar necessidades na escola, desenvolver propostas de projeto, fazer campanha, votar e pôr em prática a ideia vencedora. O programa tem etapas, prazos e orientações claras, o que o torna ideal para aprender cidadania na prática, incluindo a gestão de um orçamento. |
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Objetivos de aprendizagem |
- Criar um projeto viável (identificar necessidades, orçamento, benefícios...). - Participar de forma responsável num projeto que exige tomar decisões (campanha, votação, prestação de contas...). - Colaborar para pôr em prática uma melhoria real na comunidade escolar. |
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Formato / ligação à fonte |
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Sugestão de utilização |
Módulo 1 – Usar como enquadramento de ação para introduzir o método Living Lab. |
8. Projeto colaborativo 4: MyPolis – participação local
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Breve descrição |
O MyPolis liga os cidadãos (incluindo os jovens) a quem decide a nível local. Os alunos podem mapear os assuntos que lhes interessam, discutir soluções, recolher opiniões da comunidade e comunicar propostas ao município, aos conselhos municipais de juventude ou a associações. |
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Objetivos de aprendizagem |
- Identificar problemas locais e mapear quem é afetado por eles. - Praticar uma participação digital responsável e o diálogo cívico. - Desenhar ou codesenhar soluções e comunicar propostas a quem vive na zona. |
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Formato / ligação à fonte |
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Sugestão de utilização |
Usar como canal para ligar as propostas dos alunos às instituições locais (câmara municipal, conselho municipal de juventude, associações). |
9. Multimédia 1: Alterações climáticas: os jovens à frente — agir agora!
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Breve descrição |
Nesta palestra TEDx, Anh Phan, aluna da turma 1B da Sydney International School System (SISS), fala do problema urgente das alterações climáticas e explica porque é que afeta toda a gente. Começa com experiências pessoais ligadas à poluição do ar e ao calor extremo, ajudando o público a ligar o tema à vida de todos os dias. A Anh explica as alterações climáticas como o aquecimento rápido da Terra, causado por atividades humanas como a queima de combustíveis fósseis e a destruição de habitats naturais. Ela mostra as consequências graves das alterações climáticas: incêndios florestais, cheias, subida do nível do mar e fenómenos meteorológicos extremos em várias partes do mundo, como o Vietname. Ao longo da palestra, sublinha que as crianças e os jovens não estão desarmados perante os desafios globais. Pelo contrário, insiste que têm capacidade para fazer a diferença. No fim, apresenta ações claras e práticas que as crianças podem tomar para ajudar a travar as alterações climáticas: plantar árvores, escolher transportes amigos do ambiente, reciclar, poupar energia e consumir menos. O vídeo faz com que a ação climática pareça possível e próxima para um público jovem. |
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Objetivos de aprendizagem |
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Sugestão de utilização |
Usa o vídeo para introduzir uma aula sobre alterações climáticas ou sustentabilidade. Depois de o verem, os alunos podem falar sobre como as alterações climáticas afetam a sua própria vida e pensar em ações realistas que podem tomar em casa ou na escola para ajudar a proteger o ambiente. |
10. Multimédia 2: Pensamentos sobre a paz
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Breve descrição |
«Moving On – Voices from Children in Migration» é uma exposição e um projeto de documentação contemporânea criado pelo museu Kulturen, em Lund. Está centrado nas vozes e nas experiências de crianças que foram obrigadas a migrar por causa da guerra e dos conflitos. O vídeo apresenta crianças que fugiram da guerra na Ucrânia e também crianças que chegaram à Suécia durante os movimentos de refugiados de 2015-2016. Através das suas histórias, o projeto explora o sentido da paz como ausência de guerra e de violência, em que a vida de todos os dias pode continuar em segurança e as casas não são destruídas. A paz aparece como uma condição que permite estabilidade, rotinas normais e uma sensação de tranquilidade. Ao mesmo tempo, o projeto reconhece como é difícil alcançar a paz e sublinha a necessidade de coesão social, de autoconhecimento e de compreensão mútua. Apesar de tratar temas como o trauma, o medo e a perda, o trabalho transmite esperança e confiança no futuro. Ao colocar em primeiro plano o olhar das crianças, o projeto mostra a sua resistência e a sua capacidade de refletir sobre a paz, a segurança e o sentido de pertença. Apoia o objetivo do módulo de ajudar as crianças a verem-se como cidadãs ativas, cujas vozes e experiências contam nas conversas sobre migração e segurança. |
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Objetivos de aprendizagem |
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Sugestão de utilização |
Usa o vídeo como ponto de partida para falar sobre migração, paz e segurança. Os alunos podem refletir sobre o que a paz significa para eles, falar sobre como as sociedades podem apoiar as crianças deslocadas e descobrir formas de participarem de maneira ativa e empática nas suas comunidades. |
11. Multimédia 3: Mensagem da Ella: sem consentimento
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Breve descrição |
Este vídeo, produzido pela Deutsche Telekom e apresentado por um avatar digital chamado Ella, mostra os riscos que as crianças correm no mundo digital. A Ella fala diretamente aos pais e avisa que as imagens e os dados pessoais partilhados na internet podem ser usados para criar cópias digitais, o que pode levar a roubo de identidade, prejuízos financeiros ou danos no historial de crédito. Explica também os perigos da clonagem de voz, do ciberbullying e do uso indevido de imagens pessoais para criar memes humilhantes. A mensagem central é um apelo à responsabilidade dos pais: a privacidade digital das crianças tem de ser protegida, e os adultos têm de perceber que a atividade na internet deixa uma pegada digital permanente. Este recurso apoia os objetivos do módulo ao mostrar a importância de usar a tecnologia em segurança, ao convidar à reflexão sobre privacidade e ao mostrar como os dados das crianças na internet podem afetar o seu presente e o seu futuro. |
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Objetivos de aprendizagem |
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Versão em inglês: Versão em alemão: |
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Sugestão de utilização |
Usa o vídeo para começar uma conversa sobre segurança na internet e ética digital. Os alunos podem analisar os riscos de partilhar dados pessoais, pensar em formas de se protegerem na internet e criar um «plano de segurança digital» para os seus aparelhos e para as redes sociais que usam. |
12. Multimédia 4: Migrants
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Breve descrição |
«Migrants» é um filme de animação sobre alterações climáticas e migração. Dois ursos polares perdem a sua casa no Ártico, por causa de problemas ambientais, e chegam a uma floresta onde já vivem ursos-pardos. A convivência torna-se difícil e levanta perguntas sobre pertença, solidariedade e medo. O filme abre uma conversa sobre migração, alterações climáticas e território. |
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Objetivos de aprendizagem |
- Identificar os grandes desafios que a Europa enfrenta hoje, como a migração, as alterações climáticas, a coesão social... - Compreender a ligação entre os desafios globais e a realidade local e do dia a dia. - Refletir sobre o papel dos jovens na resposta a esses desafios. |
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Sugestão de utilização |
- Introdução à secção «Desafios atuais da UE» do Módulo 1 (Quem são os cidadãos da UE?). - Conversa orientada na turma, ligando os assuntos do vídeo às experiências dos alunos ou a notícias recentes. |
13. Multimédia 5: Learning Corner – jogo de simulação do Parlamento Europeu
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Breve descrição |
Este jogo interativo permite aos alunos agir como deputados do Parlamento Europeu. Podem debater uma proposta, negociar, chegar a compromissos e votar, aprendendo como a legislação europeia se constrói através do diálogo e dos acordos, da escuta, da argumentação e da tomada de decisões. |
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Objetivos de aprendizagem |
- Descrever as etapas principais da tomada de decisões da UE no Parlamento Europeu. - Praticar a negociação, o compromisso e o debate respeitoso. - Refletir sobre como as leis moldam a vida dos cidadãos. |
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Sugestão de utilização |
- Usar depois da secção sobre Democracia/Participação (Módulo 1), para ligar as instituições à experiência vivida pelos alunos. - Sugestão de reflexão: a minha posição, um argumento que usei, um compromisso que aceitei, o que aprendi sobre a democracia europeia. |
14. Multimédia 6: Bad News – jogo online
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Breve descrição |
«Bad News» é um jogo interativo em que os alunos assumem o papel de criadores de notícias falsas. Ao «produzirem» desinformação, os alunos aprendem as estratégias mais comuns usadas para manipular opiniões, como a polarização e as teorias da conspiração. |
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Objetivos de aprendizagem |
- Compreender como funciona a desinformação. - Desenvolver resistência à manipulação mediática. - Refletir sobre a ética digital e a responsabilidade ao partilhar informação. |
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Formato / ligação à fonte |
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Sugestão de utilização |
Pode ser usado antes ou depois de debates sobre democracia, redes sociais ou participação cívica (Módulo 1). |