Atividades para a sala de aula

2. Atividade 2: Jogo de papéis sobre diplomacia cultural

Título da atividade: Jogo de papéis sobre diplomacia cultural

Objetivos de aprendizagem


Os alunos vão:

  1. compreender as formas como a diplomacia cultural se liga à identidade europeia e a molda
  2. analisar os benefícios da diplomacia cultural
  3. defender as iniciativas de diplomacia cultural

Ligação aos valores e à identidade da UE

Solidariedade e colaboração

Idade / Nível

2.º ciclo (10-12 anos) / 3.º ciclo (13-15 anos)

Conhecimentos prévios / pré-requisitos

Os alunos devem conseguir definir e compreender o que é a diplomacia cultural

Duração

20 minutos

Dimensão do grupo e organização


Consoante o número de alunos da turma, a peça pode repetir-se algumas vezes, para que todos os que queiram fazer um papel tenham essa oportunidade. Podem retirar-se ou acrescentar-se papéis, consoante o número de alunos que queiram participar de cada vez. Como não há guião fixo, mesmo que a peça se repita algumas vezes na sala, pode decorrer e acabar de muitas maneiras diferentes!

Espaço

Sala de aula

Materiais e recursos

●      Cartões impressos com a descrição dos papéis

●      Alguns objetos (mesas, cadeiras, pratos, etc.) podem ajudar a montar o cenário da dramatização na sala de aula

Descrição


Pode fazer-se uma pequena peça na sala. Os papéis são distribuídos aos alunos por sorteio. O início da história é dado aos alunos, mas eles improvisam. Estão a representar, ao mesmo tempo que pensam nas falas do seu papel e respondem aos colegas. A história começa quando um ministro convida outro ministro para jantar. Alguns colegas também são convidados para o jantar.  A peça pretende ser uma comédia e divertir os alunos, mas também permitir-lhes falar sobre o tema.

A peça

A história começa quando o Ministro A convida o Ministro B para jantar num restaurante conhecido da capital. Os dois ministros vêm de países diferentes e cada um leva consigo dois ajudantes, conselheiros, assistentes ou amigos, todos com personalidades muito diferentes!

O objetivo do jantar é falar sobre uma pergunta importante:

Pode a cultura ajudar as pessoas a entenderem-se melhor, mesmo quando os seus países nem sempre concordam?

A isto chama-se diplomacia cultural: quando os países usam coisas como a arte, a comida, a música e as tradições para se compreenderem e resolverem problemas de forma pacífica.

No início, tudo parece muito sério, mas o jantar depressa se transforma numa conversa divertida e animada. Os ministros e os seus ajudantes começam a brincar sobre qual é o país com a melhor comida, a melhor música ou as melhores invenções. Há alguns mal-entendidos engraçados! Apesar da confusão, todos aprendem algo novo sobre a cultura dos outros.

A peça deve ser leve e cómica, cheia de riso e de imaginação, mas também deve levar os alunos a pensar em algumas perguntas importantes:

●      Pode a amizade e a cultura resolver problemas que a política não consegue?

●      Porque é que às vezes as pessoas não se entendem?

●      Como podemos aprender a ouvir e a trabalhar em conjunto, mesmo quando somos diferentes?

No fim da peça, os dois ministros e os seus ajudantes devem chegar a uma decisão:

Concordam que a diplomacia cultural — coisas como a arte, a comida e a música — pode mesmo aproximar as pessoas?

Os papéis

Papel 1: Ministro do País A (o aluno pode dar um nome ao país, de preferência inventado). Este ministro acredita que mostrar força e usar ameaças resolve os desacordos. Durante a dramatização, o grupo deve explorar por que razão esta atitude pode aumentar o conflito e por que razão o diálogo pacífico pode ser mais eficaz.

Papel 2: Ministro do País B… (o aluno pode dar um nome ao país; de preferência, para estimular a criatividade, inventa um nome novo). Está interessado nas opiniões do colega, o Ministro A, e é a favor da diplomacia cultural. Também está interessado na comida, mas não gosta muito dela!

Papel 3: Colega do Ministro do país A, que não concorda com as opiniões dele. Este colega é a favor da diplomacia cultural e tenta explicar como se poderia pôr em prática.

Papel 4: Colega do Ministro do país B, que concorda com tudo o que ele diz, mesmo quando ele diz que a comida está demasiado salgada!

Papel 5: O cozinheiro, que prepara a comida e tem de responder às queixas (se possível, de forma divertida)

Papel 6: O empregado de mesa, que tira o pedido e leva a comida da cozinha para a mesa. Ouve as queixas dos clientes e faz de intermediário com o cozinheiro.

Para evitar apresentações estereotipadas dos papéis, é importante que os ministros não sejam necessariamente rapazes da turma: as raparigas também devem poder assumir papéis de liderança.

Avaliação

Avaliação formativa


Durante a atividade, o professor observa: a) os aspetos de conhecimento e compreensão sobre diplomacia cultural que são referidos; b) os elementos de criatividade (por exemplo, o uso do humor) acrescentados pelos alunos.

Documentação, evidências e seguimento

Divulgação


Consoante o interesse dos alunos, é possível desenvolver uma peça maior (escrita por eles) sobre estes temas e apresentá-la a alunos de outras turmas ou num evento aberto aos pais.

Reflexão do professor

O que correu bem e porquê?

O que mudaria da próxima vez?

Evidências de aprendizagem (os critérios de sucesso foram cumpridos?)

Inclusão e bem-estar: quem ficou (ou não) abrangido?